Dia Internacional da Tireóide

Maio é o mês de conscientização sobre as doenças da tireoide sendo que o dia 25 desse mês marca o Dia Internacional da Tireoide.

Atualmente é muito comum o uso indevido dos Hormônios Tireoidianos e a requisição desnecessária de exames de dosagem hormonal por especialistas e até mesmo por não médicos. Essas dosagens não condizem com as recomendações para o diagnóstico da maioria das alterações do funcionamento da tireoide. Além disso, também está muito comum a prescrição indevida de hormônios tireoidianos para pacientes sem doença tireoidiana. Para não se enganar com falsas informações, seguem alguns esclarecimentos sobre a glândula tireoide:

 

VERDADES

 

A glândula tireoide auxilia no metabolismo 

A glândula tireóide produz hormônios que participam em diversos sistemas do organismo, sobretudo está relacionada com o metabolismo.

 

O hipotireoidismo, que significa pouco funcionamento da glândula tireoide, é uma doença comum e em geral sem gravidade

O hipotireoidismo é uma doença que afeta 8% a 12% dos brasileiros, portanto bastante comum. Fala-se em hipotireoidismo quando a tireoide está funcionando aquém do que deveria, ou seja, produzindo menor quantidade dos seus hormônios. A forma mais grave de hipotireoidismo é o congênito, que ocorre no recém-nascido. Se não tratado pode causar retardo mental irreversível. O diagnóstico do hipotireoidismo congênito é realizado através do exame do pezinho nos primeiros dias de vida.

 

O hipotireoidismo é mais comum em mulheres

Disfunções na tireoide podem acontecer em qualquer etapa da vida e são simples de se diagnosticar. Além disso, elas podem ocorrer mesmo sem o bócio. De fato, é mais comum em mulheres e a incidência aumenta com a idade, por diversos motivos, dentre eles a maior exposição aos fatores de risco que levam à doença tireoidianas com o passar dos anos.

 

Existem grupos de risco para doença

O hipotireoidismo tem maior prevalência nos seguintes grupos:

  • No sexo feminino.
  • Em pessoas com idade de 50 anos ou mais.
  • Presença de familiares com hipotireoidismo, ou com outra doença auto-imune.
  • Histórico de tratamento para o hipertireoidismo (como com iodo radioativo e medicações como propiltiouracil ou metimazol), pois o tratamento para o hipertireoidismo pode resultar em hipotireoidismo permanente.
  • Histórico de radiação na região do pescoço.
  • Histórico de cirurgia de tireoide (tireoidectomia parcial ou total).
  • Histórico de baixa infesta de iodo. O iodo é essencial para a produção hormonal da tireoide. Ele pode ser encontrado em frutos do mar, vegetais e sal enriquecido com iodo. A adição de iodo ao sal de cozinha eliminou este problema em vários países.
  • Algumas infecções podem levar ao hipotireoidismo.
  • Alguns medicamentos também causam hipotireoidismo como:  carbonato de lítio (usado no tratamento dos estados maníacos depressivos) e amiodarona.

 

O hipotireoidismo não tem cura

Apesar do hipotireoidismo não ter cura o tratamento é simples. Basta fazer a reposição do hormônio tireoidiano. O médico acompanha essa reposição certificando-se, periodicamente, que as dosagens hormonais estão em níveis normais. 

 

 

MITOS

 

O hipotireoidismo é causa de obesidade

Falso: o hipotireoidismo quando não tratado associa-se apenas a um ganho leve de peso, em geral por retenção de líquidos. Portanto, mesmo disfunção graves da tireoide não é capaz de levar à obesidade.

 

 

As dosagens do T3 total e do T3 reverso (T3R) são importantes no diagnóstico do hipotireoidismo ou para avaliação nutricional

Falso: esses exames não têm nenhuma utilidade para o diagnóstico do hipotireoidismo nem mesmo para avaliação nutricional. Caso você tenha esses exames solicitados por um profissional médico ou profissional da saúde não médico, procure a opinião de um médico de sua confiança.

 

O T3 (triiodotironina) deve ser usado no tratamento do hipotireoidismo

Falso: o T3 não deve ser utilizado no tratamento do hipotireoidismo, exceto em situações raras e especiais, que somente seu médico poderá identifica-las.

 

O T3 (triiodotironina) é útil no tratamento da obesidade

Falso: embora o T3 em doses elevadas possa associar-se a perda de peso, o 

seu uso não é recomendado porque pode causar efeitos indesejáveis, como hipertensão arterial, arritmia cardíaca e ode levar até mesmo à morte.

 

O T3 (triiodotironina) é útil no tratamento de estresse, cansaço ou desânimo

Falso: não há indicação de uso de T3 nessas situações e pode causar riscos

a sua saúde. Queixas como ganho de peso, cansaço, indisposição, falta de energia e memória ruim são mais comumente explicadas pelo atual estilo de vida intenso, com alto nível de estresse, alimentação desequilibrada e falta de atividade física regular que por disfunções hormonais.

 

 

Não coloque sua saúde em risco. Procure um médico de sua confiança.