Obesidade

     A obesidade hoje é considerada uma epidemia mundial. No Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas são consideradas obesas e 70 milhões estão pelo menos na faixa do sobrepeso. O problema é ainda mais preocupante quando vemos que cada vez mais crianças são atingidas pelo problema. A prevalência de obesidade em crianças no Brasil aumentou de 3 para 15% nos últimos 20 anos. 

    Para o diagnóstico de obesidade em adultos o mais tradicional é o cálculo do índice de massa corporal (IMC), no entanto outros métodos podem ser utilizados como pregas cutâneas, circunferência abdominal e bioimpedância. 

    São muitas as causas da obesidade. O excesso de peso pode estar ligado ao patrimônio genético da pessoa associado a maus hábitos alimentares e sedentarismo, no entanto, eventualmente pode também estar associado a disfunções endócrinas. A obesidade está relacionada a maior mortalidade devido à maior frequência de eventos cardiovasculares (infarto, angina), eventos cerebrovasculares (acidente vascular cerebral) e alguns cânceres como de endométrio, mama e vesícula. Além disso a obesidade está relacionada à baixa qualidade de vida devido a problemas associados com diabetes, esteatose hepática, osteoartrose em quadris e joelhos e síndrome da apneia do sono, além da possibilidade da redução da fertilidade em homens e mulheres. 

     Os avanços ocorridos nos conhecimentos sobre a obesidade, não foram acompanhados de grandes progressos no que se refere ao seu tratamento. Muitas estratégias de emagrecimento têm sido tentadas, mas, via de regra, perder peso e mantê-lo são extremamente difíceis na maioria dos casos. A perda de peso sempre estará na dependência de um balanço energético negativo, conseqüente à menor ingestão alimentar em relação ao gasto calórico. Classicamente esta situação é alcançada com a redução da ingestão alimentar e aumento da atividade física. Além disso a obesidade é uma doença multifatorial e o controle dos fatores ambientais é importante para combatê-la.

     No tratamento o objetivo não é só a perda de peso, mas também a correção dos fatores de risco para outras doenças. A idéia de se reduzir o peso corporal de indivíduos obesos para valores consideráveis normais vem sendo substituída por condutas que levam a um objetivo menos ambicioso e mais realista, pela impossibilidade de se conseguir, a longo prazo, atingir e manter o peso ideal na maioria dos casos. A perda de uma porcentagem do peso, mesmo que não se alcance o "peso ideal" já traz inúmeros benefícios em qualidades de vida, diminuição da mortalidade e morbidade dos indivíduos obesos. 

     Para auxiliar na prevenção e facilitar o combate à obesidade nos que já lutam contra o problema elaboramos algumas dicas:

  • A Obesidade é uma doença, para a qual não existe cura. O paciente quando consegue voltar ao seu peso adequado, deve sempre cuidar-se e estar atento a recaídas. A obesidade é uma doença que exige persistência. 
  • Não acreditar em receitas ou dietas milagrosas para a perda de peso. Eventualmente com essas estratégias se consegue uma perda de peso rápida mas sem modificação dos hábitos alimentares ocorrerá o reganho de peso trazendo o tão indesejado "efeito sanfona". 
  • Iniciar o hábito de praticar atividade física regularmente e ter hábitos menos sedentários como tentar utilizar mais escadas que elevadores e ir a locais próximos a pé.
  • Beber mais água e evitar matar a sede com outros líquidos que não sejam água.
  • Tentar ter uma alimentação equilibrada e saudável, evitando frituras, excesso de açúcares e gorduras.