Vitamina D

A vitamina D é fundamental para o equilíbrio do cálcio e do fósforo no organismo e para a saúde do esqueleto. A deficiência dessa vitamina prejudica a mineralização óssea em todas as fases da vida, prejudicando o crescimento em crianças e podendo causar osteoporose e outras doenças em adultos.

A Vitamina D (colecalciferol) é a forma de vitamina D sintetizada pela pele quando exposta ao Sol. A produção de colecalciferol pela pele depende não só da exposição solar mas também de fatores genéticos, do estado de saúde da pele (pele doente produz menos Vitamina D), idade etc. A quantidade de Vitamina D3 que adquirimos através da dieta é quase sempre insuficiente para as necessidades do nosso organismo, por isso sempre dependeremos de outras fontes da Vitamina D além da dieta, como a síntese cutânea ou reposição com suplementos.

A 25 hidroxiVitamina D (25 OH VD) que dosamos no sangue é o colecalciferol depois de passar pelo fígado. Já a 1,25 dihidroxiVitamina D é a forma ativa da Vitamina D que surge após sua passagem pelos rins.   

 

Quais são os efeitos da vitamina D no nosso organismo?

Há os efeitos chamados calcêmicos (relacionado aos ossos e ao metabolismo do cálcio):

aumenta a absorção intestinal de cálcio e fósforo

aumentar a reabsorção de cálcio nos rins 

reduz a secreção do Paratormônio (PTH): hormônio que dentre muitas outras funções induz a redução da densidade dos ossos (ou seja, ficam mais fracos quando este hormônio está alto)

Todos esses efeitos são mediados pelo calcitriol, que é a forma ativa da Vitamina D.

Há os efeitos chamados de não calcêmicos (nem todos comprovados):

regulação do sistema autoimune - reduzindo a incidência de algumas doenças como Diabetes Mellitus tipo 1, Esclerose Múltipla, e melhorando imunidade contra algumas doenças infecciosas

redução da resistência periférica a insulina - reduzindo a incidência de Diabetes Mellitus tipo 2

redução da Hipertensão e do risco cardiovascular - através da redução da secreção renal de renina

redução da proliferação de alguns tipos celulares, reduzindo incidência de alguns tipos de câncer como o de cólon, de mama, de próstata, além de doenças como psoríase

redução da fraqueza e dor muscular, reduzindo incidência de quedas e de fraturas 

 

É difícil estabelecer uma dose diária recomendada para a vitamina D, dada influência da exposição ao sol e influência de fatores ambientais, como latitude, estação do ano, hora do dia e de fatores relacionados ao próprio indivíduo e aos seus hábitos. Para a manutenção de um nível normal de Vitamina D no organismo em geral é recomendada a ingestão de  200 a 400 UI de colecalciferol por dia.

Mas seria possível conseguir todo esse aporte de Vitamina D somente através da alimentação, sem precisar de suplementos ou exposição solar? Veja alguns exemplos:

 

 

Quais são os níveis normais de 25 OH Vitamina D na dosagem sanguínea?

Suficiência: > 30 ng/mL

Insuficiência: 30-20 ng/mL

Deficiência: < 20 ng/mL

Deficiência grave: < 5 ng/mL

 

Níveis maiores que 150 ng/mL são capazes de levar à toxicidade mas já se sabe que a suplementação de valores de até 10.000 UI/dia não levam à intoxicação.

A forma mais fácil e mais natural de obter Vitamina D é a partir da exposição à luz do Sol, que faz com que o corpo faça a sua própria Vitamina D. Apenas 15 minutos por dia de exposição ao Sol de verão, mesmo que somente nos braços, rosto e mãos, já aumentam a produção de Vitamina D. No entanto esse hábito é contrário à tendência atual de diminuir a exposição solar: tanto para prevenir câncer de pele, como por fatores estéticos ou hábitos da vida moderna (escritórios fechado, jornadas noturnas) cada vez menos nos expomos ao Sol.

As fontes dessa vitamina na alimentação são basicamente ovos, peixes, óleos de peixes, gordura de leite e alimentos fortificados. Ou seja, uma dieta naturalmente rica em gorduras, o que assim como a exposição solar também é contrária à tendência atual, que estimula a exclusão de alimentos gordurosos para manter ou diminuir o peso corporal.